Terra brasilis


Que mundo gozado esse!
Uma puta presidente;
Escondida atrás da sombra,
Bárbara, barata e barbuda!

Mas é assim mesmo. Falácias da vida.
Um beijo no escuro, sem muitos sussurros
Só grande arrepio e dor. Medo, asco.
De repente um grito, dois gemidos,
Quiçá e já não se sabe quem melou o que.
Só restaram as atômicas formigas
E os gafanhotos desvairados da paz

Que mundo biscate é esse que
troca seus valores na bolsa capital?
Que mundo de ações sem crédito,
endossado a rogo na matriz maior?
É esse café tão ordinário que mamãe vai detalhar?

A cama esta vazia, só os mercados restam cheios
Qual é o teu negócio? Eu quero ser teu sócio
Aqui, ali e acolá, na marginal falcão dos morros
E fronteiras. Dos cortiços e internatos.

Quem sabe ainda recebo outra Carta,
Cheia de princípios, sem retalhos.
Não, não. Pensando bem, Cartas não fazem milagres
Afinal de contas, quem precisa
de princípios exclusivamente?
Eu quero resposta. E num uma folha de papel
Que começa com "Nós, os representantes do blá bla blá
E termine num fúnebre: Amém! Não, não!
Eu quero respostas.

Que mundo gozado esse! Só não leva ao orgasmo.

Michael Wendder - Direitos reservados

Beleza


Agora que desperto êxtase
Próprios dos traços da esgrima;
Os meus cuidados graciosamente;
Lustram postular tua simetria.
Olho e molho minha candente alma.

Então a qualidade de perfeito surge
Mesmo na imperfeição dos gestos meus;
Esteticamente detalhado. Orquestra!
Regrado por um ímpeto harmônico.
Isto à qualidade de venturas rítmicas;
Torna paulatino o coração acelerado;
Ontem, hoje e amanhã, eu paro.

Abdico este ser a teu olhar preciso;
Zeloso e espera do milagre do amor;
Um brado de vozes diferentes soam;
Me dizem o que procuram essas almas:
Amor fito além da morte e dos porquês

Michael Wendder - Direitos reservados

Brasil


Brasil, meu Brasil brasileiro
Meu mulato inzoneiro,
vou cantar-te meu protesto;
Brasil dos milhões de famintos de
pão, paz, de carinho.
Eis aqui meu manifesto
Porque eu te amo doce mãe do sul
Porque eu te quero bem florão anil
Brasil dos grilhões libertinos
De rosas sem destino,sem amor e sem progresso
Será? Cessarão os gemidos das mulheres
e dos filhos pegos pela violencia, pela aversão,
pela indiferença dos osnhos meus e seus?

Eu vou cantar pra ti parte desse amor
Ferido e magoado mas que ainda é amor
Eu vou cantar pra ti os sentimentos meus tão seus

Brasil, dos filhos deste solo és mãe gentil
Brasil

Canção composta na tarde de 07 de novembro de 2010 às 18h36MS

Michael Wendder - Direitos reservados

Desabafo


Só os homens de verdade choram. Os de mentira são abastecidos;
De mesma sorte valem-se os loucos. Só eles vivem. Os sãos encenam.
Os bons acenam e os maus desfilam. A vida é justa? Emagreça.
Viva La revolucion!

Michael Wendder - Direitos Reservados

Oração do patriota


Meu verde, tão continental proeza;
Desembarca brancos-negros, pretos-índios;
E amarelo-azul em símbolo.
Meu verde cor-de-rosa arco íris;
É coração de mãe ousado e livre;
Que os seus, os meus e os nossos clamores;
De voz e filhos, de pais e netos, acolhe;
Tolera na balança dos valores a matriz de todos sonhos.
Meu verde que à cor de griz caminha;
Posto, assombra à beira do abism, é cego.
Um resto fora do lugar, um gesto nada tão peculiar e atos
Tão atados ao desprezo e comodismo que dão medo;
Medo de ver o ego seu e meu queimar no altar do sacrifício o amanhã.
Meu verde pedaço da humanidade, se possível
Pare, pense, ouça e reflita: Crescer é bom,
Mas saber trocar os passos é o segredo.
A meu verde púrpura, volte a ser azul e branco.
Torne a ser a linda terra onde canta o sabiá.

Michael Wendder - Direitos Reservados

Esse meu amor


Esse meu amor, a mais humana das paixões;
No árido terreno de uma inquietação que só;
Finda de início circulares esses planos;
Dilata emudecida essas tão surdas razões;
E segue contra tudo que li e sei; pondo;
Ao senso contra, tudo acho que sei e vi.

Esse meu amor, esse meu vadio amor;
A mais frágil das manhas serranas;
Despido de nuvens e nu de brisas;
Para no espelho d'água e procura,
Pelas sombras refletidas do futuro.
Pela brasa interior que move os homens.

Olho no espelho pra encontrar tu'alma;
E molho meu destino pra regrar tua regras;
Vamos a tréplica ou ficamos assim?
Calados, olhando, beijando, nos querendo;
E requerendo montar esse momento pitoresco;
E particular que desenhamos na imaginação.

Olho no espelho pra encontrar tu'alma;
Ou pra não perder a minha vaidade de ser teu?

Esse meu amor, a mais lidima canção do nauta;
Regrada a lágrimas de justiça e bem querer
Derrama no desterro seu a guia estrela;
Da saudade que insiste em rolar rosto abaixo;
De um ego anarquista e revel somente.
O meu amor, esse calor que à porta espera;
Desiste aprender em ser só pura e simplesmente
Por ser assim: a mais humana das paixões.

Michael Wendder - Direitos Reservados

Amém


A oração acabou e não mais suplicarei a teu intento;
Sabes, as coisas tem que acontecer naturalmente;
A prensa em que fazemos nossas formas derretidas;
Acabam por ferir a arte deste culto de cuidados e amor.
Ao menos, a cada lance deste jogo olhar aos meus cuidados;
Para os movimentos detentos que liberto a luz das sombras;
Chora meu anjo no cálice da perda;
Corre meu querubim pelo trilho da espera;
Os céus estão virando a lata, os ossos, e liquidificando tudo
E eu? E eu? Que estão fazendo por mim e ti. E nós? Onde ficastes?
Grita meu anjo no silêncio da dor;
E vaia a deusa as nossas ousadias.
Pena que passou nosso presente futurista
E passado ressurreto dá as caras. Tenso. Penso. É o fim?
A oração acabou: Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo
Amém. Amor.

Michael Wendder - Direitos Reservados